Saturday, May 06, 2006

Entrevista da semana: ET

Recebemos muitas sugestões dos leitores do blog sobre quem entrevistar. Uma grande solicitada foi esta entrevista que apresentamos agora. Para conseguirmos esta entrevista exclusivíssima contamos com a ajuda de um dos amigos do editor que, se não é um ET tem um grande parentesco com um deles. Para não ser reconhecido o ET solicitou que nossa equipe fosse encaminhada vendada para o local da entrevista. Viajamos por mais de três horas e mudamos de veículo cinco vezes durante o percurso. Apesar de cansativa a viagem valeu a pena pelas informações inéditas que conseguimos, prá você leitor do blog.


Repórter: Olá ET, como é seu nome verdadeiro?
ET: Pode me chamar de ET mesmo. É impossível escrever meu nome com os alfabetos existentes por aqui.
R: Pois não. E então ET, o quê você veio fazer aqui na Terra?
E:
Ora, vim conquistar o mundo (risos). Brincadeira. Cara, isso é uma longa história...
R: Conta para os nossos leitores!
E:
Eu estava brincando com minha antena de plasma. Então eu sintonizei numa sala de bate papo da internet. Acabei conhecendo uma terráquea e fiquei apaixonado.
R: E aí você pegou sua nave e veio para a Terra encontrá-la?
E:
O que é isso rapaz! Você acha que é fácil assim sair de Marte? Tem toda uma burocracia. Não é qualquer um que consegue uma passagem para a Terra. Tive de me inscrever no serviço de inteligência para conseguir um visto e uma passagem.
R: Perái, quer dizer que você veio de Marte?
E:
Sim, porquê? De onde mais eu poderia ter vindo?
R: Mas nosso blog fez uma entrevista com um fantasma que disse que Marte era um planeta morto!
E:
E você acredita em fantasma...
R (sem graça): E qual era o objetivo do serviço de inteligência de Marte na Terra? Recolher informações sobre nossas forças armadas?
E:
Na verdade nossa missão tinha como objetivo descobrir uma receita de acarajé...
R: Não acredito! Quer dizer que vocês viajaram tanto, para isso?
E:
Você não tem idéia do valor de um acarajé em Marte! Os europeus descobriram a América só porque queriam a pimenta da Índia...
R: Bem... Tem razão. Voltando ao assunto, você conseguiu alguma coisa com a gatinha da internet?
E:
Que nada cara. Ela só queria sexo. Essas mulheres terráqueas são muito volúveis. Pior que eu achei ela maneira, já tava apaixonadinho... Foi uma grande decepção!
R: E você não pretende voltar para Marte?
E:
Que nada cara. Aqui é muito mais divertido.
R: E o que você está fazendo no momento?
E:
Bem, eu peguei umas economias e montei uma barraquinha de camelô lá em Madureira. Tô vivendo uma vida tranquila...
R: Mas as pessoas não se assustam por você ser um ET?
E:
Na cidade grande você passa e ninguém olha prá sua cara. No interior o pessoal já repara mais. Você já ouviu falar de alguém que viu ET ou disco voador no Rio de Janeiro ou em São Paulo? As pessoas não tão nem aí umas prás outras. Só vêem a gente no interior. Você se lembra do ET de varginha? Ele era meu primo, coitado.
R: Quer dizer que ele existiu mesmo? O que aconteceu com ele? As pessoas que o encontraram disseram que ele estava com uma cara de doente, assustado...
E:
Na verdade ele já estava há muitos anos vivendo em varginha. Vivia tomando cachaça e fumando fumo de rolo com os capiaus da cidade. O negócio é que fígado de ET não é resistente como o de mineiro. Então ele pegou uma cirrose hepática e morreu.
R: E foi aí que o exército encontrou ele?
E:
É, e mandaram pro instituto médico legal.
R: E o que aconteceu com o corpo?
E:
A família não queria que o corpo ficasse exposto em outro planeta. Providenciamos uma maneira de trazê-lo de volta.
R: Organizaram uma operação de resgate?
E:
Não foi preciso todo este trabalho. Foi só molhar a mão de um funcionário do hospital aqui, outro ali, que foi fácil liberar o corpo como indigente.
R: E o exército abafou o caso?
E:
Abafou porque um dos caras que liberou o corpo era genro de um general e fazia parte de um esquema de tráfico de órgãos no hospital. Esquema de gente graúda. O pessoal resolveu abafar o caso do ET porque era coisa pequena...
R: E o caso de Roswell, a área 51, nos Estados Unidos?
E:
Bem , desse eu não sei muita coisa. Sei que era um pessoal que tava viajando prá Disneylândia e o disco caiu. Dizem que foi um ataque terrorista. Foi uma grande tragédia lá em Marte. O pessoal ficou até meio traumatizado e as viagens para os Estados Unidos diminuíram muito.
R: Reparei que você fala muito bem o português. Aprendeu no serviço de inteligência?
E:
Nada, aprendi vendo novela da Globo. Gostei muito de "Roque Santeiro" e "O Dono do Mundo". O Felipe Barreto (personagem de Antônio Fagundes) era demais. As novelas de hoje estão muito caídas...
R: Você acha que falta um pouco de temática extraterrestre nas novelas?
E:
Com certeza. Nós nos sentimos discriminados. O cinema americano fala muito de nós, mas somos muito estereotipados. Não falam do nosso dia a dia, de nossas crises existenciais. O amor entre seres de outro planeta então é tido como um tabu. Mas tem uns filmes muito bons, eu gosto do "Inimigo Meu". É um filme muito bonito, mas os humanos acabam sempre vendo pelo lado do estereótipo.
R: Você se sente discriminado na Terra?
E: Posso falar em relação ao Brasil que é onde vivo. Aqui o preconceito velado é muito grande. O pessoal fala que não tem preconceito. Mas os Ets geralmente ficam com os piores empregos, você não vê muitos ETs com grande projeção social. E políticos representando ETs, quase não temos. Quando temos eles mancham nossa imagem com falcatruas...
R: Quer dizer que tem ETs na política? Poderia citar um?
E: E você acha que o Severino Cavalcanti veio de onde com aquela çabeça?(risos) Brincadeira, não gostaria de citar nomes, sei que é difícil com tantos bichos exóticos no congresso, mas repare bem em algumas figuras. Você já viu quantos dedos tenho na mão? (mostra seus quatro dedos)
R: Mudando de assunto, e quanto à vida amorosa? Você já se recuperou da decepção com a menina da internet?
E:
Ah já! Bem eu conheci uma menina lá no trabalho, no camelódromo, e acho que pode rolar uma coisa maneira.
R: Mas você é correspondido?
E:
Não sei. A gente andou ficando umas vezes. Vamos ver no que dá. No momento eu estou bem tranquilo, tocando uns projetos.
R: Que projetos?
E:
Fora a barraquinha, eu estou treinando prá tocar na bateria da Império Serrano. Tô afim de fazer umas aulas de surf também. Sabe como é né, lá em Marte o mar é totalmente flat, não rola onda.
R: Tocar na bateria, você não acha que vai chamar um pouco a atenção no desfile?
E:
E você acha que com todos aqueles peitos e bundas alguém vai olhar pro baixinho do ET na bateria. (risos)
R: E o que você está tocando?
E:
No momento estou no surdo que é mais fácil. Mas meu sonho é tocar cuíca.
R: E como você conseguiu uma vaga?
E:
Ah o pessoal lá da comunidade se amarra na minha.
R: Você conhece o pessoal da comunidade?
E:
É lógico, eu moro na Mangueira. Com tanto verde e rosa, lá fica mais fácil prá eu me camuflar! (risos)
R: E você nunca teve problemas com os traficantes?
E:
Uma vez um gerente do morro queria que eu traficasse umas armas laser lá de Marte. Me ofereceu uma bolada, dava prá eu sair dessa vida de camelô e ir morar lá na zona sul com a minha preta. Mas eu falei prá ele que era trabalhador, que não queria me meter nessas coisas e ele me liberou.
R: E você acha que a violência no Rio tem jeito?
E:
Bem primeiro o povo tem que tomar vergonha na cara. Além de eleger melhor seus governantes as pessoas tem que trabalhar prá melhorar. Não adianta eleger um cara e ficar cobrando. Todo mundo tem que fazer a sua parte.
R: O quê a gente pode fazer?
E:
Acho que cada um tem que fazer seu trabalho bem feito sem se aproveitar dos outros. Professores têm que educar corretamente, policiais têm que ser éticos. Não adianta reclamar do salário. Tem que trabalhar direito apesar do salário. Tem gente que vive com muito menos e exerce suas funções com dignidade.
R: Mas você não vende produtos pirata na sua barraca?
E:
Pirateados e contrabandeados de Marte... Mas a gente não pode fazer outra coisa. Isso é uma forma de equilíbrio. As grandes empresas e os países ricos querem massificar tudo com seus produtos. Criar uma sociedade em que a marca é mais importante do que o conteúdo. O resultado é esse. O feitiço virando contra o feiticeiro.
R: Em Marte é diferente?
E:
Não, o pessoal é tão idiota quanto.
R: Por isso é que você ficou por aqui?
E:
A verdade é que eu sou apaixonado pela mulher brasileira. Gosto muito da comida daqui também. Lá em Marte o pessoal é meio sem sal. Por isso tem um monte de marciano dono de pousada em Búzios e em Porto Seguro!
R: Bem ET, nosso tempo está acabando, você tem alguma mensagem prá deixar aos nossos leitores?
E: Telefone, casa...
R: Grande abraço?
E: Prá você e os leitores do blog também!

Saturday, April 29, 2006

Entrevista da semana: Amor

Sim caros leitores. Pelas idas e vindas da vida, nosso repórter já o encontrou algumas vezes.
Não muitas realmente.
Mas nunca tinha pensado em parar para entrevistá-lo (talvez porque antes não era repórter).
Mas desta vez, após um repentino reencontro com ele, conseguiu esta entrevista exclusivíssima e muito descontraída para o nosso blog:

Repórter: E aí Amor, dizem que nos dias atuais há pouco espaço no mercado para você. Você tem conseguido trabalhos?
Amor: Como você sabe eu sou free-lancer. Esta vida de free-lancer é meio difícil, sempre tem seus altos e baixos. Mas apesar de quererem me desvalorizar, tem sempre alguém precisando de mim. As pessoas falam da boca prá fora que o Amor não tá com nada. O negócio é que acham que eu cobro muito caro, então fazem esta propaganda negativa no intuito de pechinchar.
R: Mas seus honorários são meio salgados mesmo...
A: Quem me conhece sabe que não é assim. Sabe que meu serviço é de qualidade e não se arrepende de pagar o preço.
R: Eu conheço gente que já se arrependeu...
A: As pessoas que se arrependem são aquelas que pensam que meu trabalho é permanente. Que você faz um pagamento único e tem o produto para o resto da vida.
R: E não é assim?
A: Lógico que não. Existe uma taxa de manutenção que deve ser paga também. Eu não posso manter um serviço com qualidade sem esta taxa de manutenção. Afinal de contas o trabalho é muito, são muitos clientes.
R: Mudando de assunto, é verdade que de vez em quando você aparece à primeira vista?
A: Não. As pessoas me confundem com uma colega minha, chamada Paixão. Ela aparece muitas vezes à primeira vista, mas é muito volúvel. É verdade que ela é muito boa vendedora e muita gente acha que trabalha para mim, como prospectora de novos negócios.
R: Mas de vez em quando ela faz isso não?
A: Nós nunca trabalhamos juntos. O que acontece é que de vez em quando eu encontro um cliente que passou pelos serviços dela e me procura logo depois. Geralmente os clientes se decepcionam comigo, porque ela se vende como se estivesse a meu serviço e ilude os pobres coitados. Depois eles me procuram me cobrando coisas impossíveis. Eu sou muito profissional. Não iludo ninguém. Não sou bom vendedor. Na verdade eu mostro meu serviço aos poucos e não cobro tão barato. Quem reconhece e entende meu trabalho sabe que é importante ter paciência.
R: Você quer dizer que a Paixão é na verdade uma estelionatária?
A: Não diga isso rapaz! Quer que eu sofra um processo por difamação? (risos) A paixão também tem o seu valor. Ela pode trazer muitos bons momentos na vida de uma pessoa. Só que como ela cobra mais barato, ganha pela quantidade de clientes. Um mesmo cliente pode utilizar o serviço dela muitas vezes na vida. Eu não costumo fazer muitos trabalhos por cliente.
R: E o que você recomenda para quem está interessado em adquirir seus serviços?
A: Meus produtos são adquiridos por pessoas com intenção de montar uma empresa em sociedade, não tem como eu trabalhar para uma pessoa física ou empresa individual. Por isso o cliente precisa observar o sócio com cuidado. Em primeiro lugar, os sócios precisam ter objetivos e interesses em comum. Caso contrário, eu não aceito prestar o serviço. Alguns tentam me convencer oferecendo um pagamento maior, mas sem estas premissas básicas não é possível. Um bom entendimento físico também ajuda muito. Com estes três ingredientes eu consigo oferecer um resultado de altíssima qualidade. Nunca descarte ninguém em que você tenha observado estas características, dê tempo ao tempo e pense com a cabeça fria.
R: Mas e toda aquela euforia inicial, também não é necessária?
A: Euforia demais é sinal de que você está sendo atendido pela Paixão. E como eu já disse, raramente um cliente aceita meus serviços depois de ter passado pelos dela. Alguns que já tiveram a oportunidade de me conhecer realmente, às vezes reconhecem um sócio com potencial para compartilhar meu produto. Este reconhecimento pode trazer um pouco de euforia. Neste caso é natural.
R: Me fale um pouco de você. Tem gente que diz que Amor é sofrimento. Isso é verdade?
A: Quem diz isso é porque não conhece meu trabalho. Provavelmente passou pelas mãos de minha colega Paixão. Amor na verdade é felicidade, paz e liberdade. Se não for assim você pode estar comprando gato por lebre meu amigo.
R: Mas e o Amor Platônico?
A: Amor Platônico é outro sujeito! Só é meu xará, mas como você pode ver os sobrenomes são diferentes. Ambos odiamos quando nos confundem! (risos) A gente se fala de vez em quando mas nunca tivemos oportunidade de trabalhar para o mesmo cliente.
R: Puxa, dessa eu não sabia. E o que você costuma fazer nas horas vagas?
A: Não tenho muito tempo vago. Geralmente estou muito ocupado. Mas gosto muito de ouvir música e assistir filmes. Principalmente os que falam sobre mim. De vez em quando é bom massagear o ego (risos).
R: E a grande pergunta: Você já amou?
A: Não. Santo de casa não faz milagre (risos). Mas na verdade, vou fazer uma confissão: apesar das desavenças, tenho um amor platônico pela Paixão! Só que ela não me dá nenhuma confiança...
R: Para finalizar, o que você gostaria de dizer aos nossos leitores?
A: Bem vou aproveitar e fazer uma propaganda usando um verso de uma banda de quem eu gosto muito: "All you need is love"
R: "All we need is love"...
A: "Love is all we need" (risos)
R: Grande abraço, muito obrigado pela entrevista. A gente se esbarra por aí de novo!
A: Com certeza...

Saturday, April 22, 2006

Entrevista da semana: Humberto

Formado em artes cênicas pela Unicamp, com doutorado em ciência dos quadrinhos e pós-doutorado em filosofia pela Sorbonne, ele é um dos maiores intelectuais do mundo das histórias em quadrinhos.
Trabalhando há 25 anos como integrante da Turma da Mônica, hoje dá palestras para empresários do mundo inteiro. Apesar da agenda sempre lotada concedeu algumas horas de seu precioso tempo para esta entrevista com o nosso blog.
Em sua casa relativamente humilde no bairro do Bexiga, em São Paulo, cercado por uma uma biblioteca com milhares de livros que versam sobre os mais diferentes assuntos - desde revistas eróticas até física quântica avançada, passando por ciências ocultas e clássicos da literatura, esta grande figura mostrou muita simpatia e simplicidade ao receber nossa equipe.
Senhores leitores nosso blog tem o prazer de mostrar a seguir esta exclusivíssima entrevista com Humberto:

Repórter: Humberto, mesmo com toda a sua experiência e bagagem, você nunca foi escalado para um papel principal. Você se sente injustiçado por isso?
Humberto:
hum-hum!
R: Você acha que os deficientes são discriminados na indústria do desenho e quadrinhos?
H:
hum-hum!
R: Pensando bem, não me lembro de ter visto outro deficiente nos quadrinhos. Isto quer dizer que os quadrinistas nem sequer empregam desenhos deficientes?
H:
hum-hum!
R: Mas não há uma lei estipulando uma cota no mercado de trabalho?
H:
hum-hum!
R: E os desenhistas não respeitam?
H:
hum-hum!
R: E como os desenhos deficientes ganham a vida? Vivem de esmolas?
H:
hum-hum!
R: Mudando de assunto, dizem por aí que você é o verdadeiro Don Juan da Turma da Mônica. Isso é verdade?
H:
hum-hum! (dando uma risada tímida)
R: Quer dizer que você já saiu com a Mônica e a Magali?
H:
hum-hum!(de rosto corado)
R: A Tina também?
H:
hum-hum!
R: Rolou sexo?
H:
hum-hum!
R: Com as três?
H:
hum-hum!
R: Na última festa do Oscar você foi visto ao lado da Minnie. Vocês tiveram um affair?
H:
hum-hum!
R: E ainda rola alguma coisa entre vocês?
H:
hum-hum!
R: Quer dizer então que o Mickey é corno?
H:
hum-hum!(risos)
R: Você atribui este frissom das mulheres ao charme do homem-desenho brasileiro?
H:
hum-hum!
R: Falando da Turma da Mônica: E quanto a este boato de que existe um caso homossexual entre o Cebolinha e o Cascão, isso tem algum fundamento?
H:
hum-hum!
R: Não acredito! Então é verdade que eles foram ver Brouckback Mountain juntos?
H:
hum-hum!
R: E que eles estão na fila aguardando a legalização do casamento homossexual?
H:
hum-hum!
R: Você acredita que eles não assumem sua condição porque também há preconceito contra os homossexuais na sociedade dos quadrinhos?
H:
hum-hum!(sério)
R: Estou vendo estes postêres do Planet Hemp na sua parede. Você é a favor da legalização da maconha?
H:
hum-hum!
R: De outras drogas também?
H:
hum-hum!
R: Então você é daqueles que acha que as pessoas devem ter liberdade para escolher o que querem fazer, contanto que não estejam prejudicando ninguém com isso?
H:
hum-hum!
R: Você acha que por conta da legalização a violência vai diminuir com o fim do tráfico de drogas?
H: hum-hum!
R: E você já fumou maconha?
H:
hum-hum!
R: Outros personagens da Turma da Mônica usam drogas?
H:
hum-hum!
R: Dizem que o pessoal da Turma passou por uns problemas barra pesada. A Magali ainda está fazendo tratamento por causa da dependência química de melancia?
H: hum-hum!
R: E a Mônica, já se recuperou das duas pontes de safena que operou?
H: hum-hum!
R: Dizem que ela é muito estressada... Mesmo depois da operação ela continua fumando três maços de cigarro por dia?
H: hum-hum! (balançando a cabeça em sinal de reprovação...)
R: Mudando de assunto, você está mesmo formulando uma nova teoria sobre a estrutura do Universo?
H: hum-hum!
R: Esta teoria tem a ver com a junção da mecânica quântica com a relatividade geral de Einstein?
H: hum-hum!
R: E você vai publicar um livro junto com o Stephen Hawking - um dos maiores físicos da atualidade - sobre o assunto?
H: hum-hum!
R: E quanto aos planos para o futuro? É verdade que você pretende sair em uma turnê com o Bono Vox e a Angelina Jolie em prol do combate à fome das crianças da África?
H:
hum-hum!
R: Você compôs uma música com o Bono para esta turnê?
H:
hum-hum!
R: Dá uma palhinha então pro nosso blog!
H (pegando seu violão):
hum-hum/ hum-hum/ hum-hum/ hum-hum
R: Muito bom! (toda equipe do blog aplaude de pé!)
R: Quer deixar um recado pros fãs?
H:
hum-hum!
R: Então manda aí!
H:
hum-hum!
R: Grande abraço, obrigado pela entrevista!
H:
hum-hum!



Sunday, April 16, 2006

Apresentação

Inicialmente eu não sabia o que escrever neste blog.
Me vinham várias idéias e eu comecei vários textos sem finalizar.
Foi então que consegui uma entrevista exclusiva pelo msn e isso mudou meus planos com relação ao blog.
Portanto decidi que este será um blog de entrevistas.
Gostaria de pedir sugestões aos leitores sobre quem deveria ser o próximo entrevistado.

Beijo a todos e boa semana
Entrevista com o fantasma

Para abrir nosso blog, conseguimos um furo de reportagem, uma entrevista inédita, nunca apresentada em nenhum blog da internet.
Com o auxílio da tecnologia, um charuto, algumas velas e um pouco de meditação mediúnica, nosso repórter conseguiu esta esclusiva entrevista pelo msn com um autêntico fantasma:

Repórter: Então, conte como é a vida de um fantasma?
Fantasma: Na verdade, fantasmas já estão mortos. (ocorre um certo constrangimento na entrevista)
Repórter: Me perdoe, mas, como dizer, como é o dia a dia de um fantasma?
Fantasma: Na verdade não muito diferente do seu e dos leitores deste blog.
R: É mesmo? Vocês trabalham por exemplo?
F: Claro, você nunca ouviu falar de empresas fantasma (risos). Brincadeira. Trabalhamos em empresas que já faliram. Eu, por exemplo trabalho na Pan Am.
R: Sério? E o que você faz lá?
F: Sou piloto. Piloto um avião que foi destruído em um ferro velho.
R: E vocês comem?
F: Claro, para onde vocês acham que vão bois, vacas e vegetais quando morrem? Temos grande disponibilidade de comida, mas também temos muita gente prá ser alimentada.
R: Muita gente?
F:
Pessoas morrem todos os dias, a cada dia mais.
R: Quer dizer que as almas se acumulam no mundo dos mortos?
F:
Nem sempre, alguns reencarnam depois de um tempo aqui; outros conseguem ir para planos superiores.
R: Vão para planos superiores por serem iluminados?
F:
Na verdade, ser bem relacionado conta mais. Se você der sorte de ser amigo de alguém do plano superior com certeza você sobe mais fácil. Alguns conseguem por merecimento, mas precisam trabalhar muito mais prá isso.
R: Você disse que trabalha numa empresa que já faliu. Disse também que os bois, vacas e vegetais também estão presentes no mundo dos mortos. Isso quer dizer que essas coisas também tem alma?
F:
Claro animais e vegetais também tem alma. Quanto às empresas, você nunca sentiu que uma empresa tem alma? Ou um prédio de apartamentos, uma cidade, um país, e até mesmo o planeta Terra? A alma é fruto de um inconsciente coletivo. Eu e você também somos frutos de um inconsciente coletivo...
R: Como assim?
F:
Nós somos formados por células. Cada célula, também é um ser vivo por si só. E elas também tem aspirações e sentimentos. Não no nível dos nossos. A soma do consciente de todas essas células forma um inconsciente coletivo, que é na verdade nosso consciente.
R: Perái, quer dizer que você também tem células?
F:
Células mortas lógicamente...
R: Mudando de assunto, como vocês se divertem?
F:
Diversão não é o forte por aqui. Tem alguma coisa prá fazer mas muitos de nós gostam de viajar prá Terra que é mais divertido.
R: Quer dizer que vocês não vivem na Terra?
F:
Não. Eu vivo em Marte, que já fez parte do mundo dos vivos. Existem almas que vivem em outros planetas mortos.
R: Então você não está na Terra neste momento?
F:
Na verdade estou. É uma escala de um dos meus vôos e eu sempre durmo uma noite da semana por aqui.
R: É mesmo? E dorme onde?
F:
Gosto do hotel Nacional. Aquele que está abandonado lá em São Conrado. Torço para não conseguirem leiloá-lo, senão para poder ficar lá terei que assombrá-lo.
R: Quer dizer que então existem mesmo assombrações?
F:
É claro. Tem uns mais engraçadinhos que se divertem assustando os outros.
R: E gente que incorpora espíritos, isso existe também?
F: Neste caso também são almas que querem se divertir. Fazendo coisas que não podem fazer no mundo dos mortos. Tem umas almas cachaceiras que gostam de baixar em alguém e ficar bebendo cachaça.
R: Não tem cachaça do outro lado?
F: Tem, mas a daqui dá mais onda...
R: Bem, nosso tempo já se esgotou. Você tem algo a dizer para os nossos leitores para finalizar?
F: Eu acho que nada mais apropriado do que um velho dito popular: "viva todos os dias da sua vida como se fossem o último - um dia você acerta!"
R: Grande abraço. Adeus!
F: Até breve...